A descoberta foi feita com o telescópio Kepler e o planeta foi batizado de Kepler-186f. Ele fica a 500 anos-luz daqui, na constelação Cygnus, no sistema Kepler-186, e orbita uma estrela bem menor que o nosso Sol, com cerca da metade de sua massa e tamanho. É uma estrela anã vermelha, assim como 70% das estrelas da Via Láctea. Há outros quatro planetas orbitando essa mesma estrela, mas eles são muito quentes para terem vida como conhecemos.
Sobre o Kepler-186f, o que dá para saber até agora é que seu tamanho é semelhante ao da Terra, mas não há dados ainda sobre sua massa ou composição. A NASA também descobriu a duração de sua órbita: os anos duram 130 dias e ele recebe de sua estrela o equivalente a um terço da energia que a Terra recebe do Sol.
Fazendo uma comparação que conseguimos vislumbrar melhor, o sol ao meio-dia no novo planeta é tão brilhante quanto o nosso Sol uma hora antes do anoitecer na Terra. Ou seja, ele está na zona habitável, mas por pouco.
Portanto, é possível que haja vida lá, mas há outros fatores que podem minar essa possibilidade. Thomas Barclay, pesquisador envolvido com o telescópio Kepler, cita um: ele afirma que “a temperatura do planeta depende muito do tipo de atmosfera que ele tem”. Por enquanto, Barclay prefere chamar o planeta de primo, não de gêmeo.
No entanto, pode ser que, no futuro, o grau de parentesco entre os dois planetas se estreite: é preciso analisar as propriedades químicas do Kepler-186f e, claro, seguir com a missão do telescópio Kepler e continuar audaciosamente indo onde nenhum homem jamais (ah, essa referência nunca fica velha) esteve em busca de outros planetas que possam ser nossos gêmeos.
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